Aonde quer que eu vá

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Em alguns momentos nós precisamos pagar pra ver, e tudo o que é novo nos surpreende. E eu paguei pra ver. E descobri que em meio a tantos corpos, havia um espaço em branco, ao meu lado. Alguém deveria estar ali, mas não estava… E este vazio tornou vazia toda a experiência, que antes parecia óbvia, mas me virou de cabeça pra baixo, e me vez perceber que não sou a mesma de antes.

Um fechar de olhos e mil lembranças, que eram ampliadas pela saudade dolorida, de dias longe. Vontadezinha de molhar as bochechas de lágrimas, e de ir correndo para a capital. Como pode, né? Nossas verdades mudam com o tempo. As prioridades também. Principalmente quando você ama alguém. Eu paguei pra ver, e comprovei, que sem o calorzinho daquele colo não dá mais pra viver.

As horas não passam, os dias também não. E não passa a vontade de sentir, cheirar, rir, deitar. Menina chorona, não paro de lamentar essa falta que me faz… Não me deixa mais sozinha, não.

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