Inverno

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Algumas histórias que leio e que se passam em lugares quentes me deixam um pouco desconfortável, com sede. Longe de não gostar do meu Amado Jorge e seus cenários baianos, ou do jornalista bêbado de Thompson, mas a sensação do moletom velho da faculdade, e dos pés aquecidos na cama depois de um dia cheio é compensadora o suficiente para me fazer escrever, ao tom de Sparks, diga-se de passagem.

Além do frio, mudanças me despertam também. Sentimentos que vão, que chegam de surpresa, ou os móveis que mudo de lugar. Melodias novas, pelo menos para os meus ouvidos, e possíveis oportunidades. Tudo pode acontecer e merece uma singela comemoração. Ao som de teclas batidas por unhas grandes, e alguns espirros esporádicos, vou brincando até o sono chegar… Até que ele vem, e me carrega pra longe. O óculos sempre cai, e o computador desliga sozinho, espremido entre a parede e a cama.

Os sonhos me carregam pra bem longe, e um sonho me embala também.

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