Silêncio

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Nenhum ruído num raio de cem metros. Ouço somente o barulho da minha respiração. Certamente todos precisam deste hiato por pelo menos uma vez na vida. Porém, algumas pessoas, assim como eu, necessitam de um pouco mais de solidão – menos turbulência, mar calmo, brisa leve. Uma pausa na música, um desligar das turbinas, um apagar de luzes.

Chego em um certo ponto do caminho em que meus ouvidos já estão doendo, bem como os olhos, a mente e o coração. O corpo, esta pobre coitada interface, sempre aguenta. Sempre está a disposição das loucuras da minha vida. Mas tudo precisa de uma pausa. Um ponto. Ou apenas uma vírgula, para que se dê aquela respirada e volte a funcionar.

O meu coração trabalha assim, no silêncio, e quando não há, a produção cai, a crise se instala e eu chego perto da falência. Múltipla de órgãos, de sentimentos. Eu travo minhas engrenagens, e não é muito simples de fazer com que tudo volte a funcionar novamente. A máquina é complexa, difícil de entender o funcionamento, e frágil, apesar de toda a lataria grossa que a envolve.

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